O elefante que foi ver o papa
Ofereceram um elefante ao papa, e o elefante ajoelhou-se diante dele.
A história
Em 1514, D. Manuel I enviou a Roma uma embaixada com presentes para o novo papa, Leão X. O presente principal era um jovem elefante branco da Índia, com cerca de quatro anos. Na receção, o elefante ajoelhou-se diante do papa e barriu. Leão X ficou encantado e instalou o elefante no Vaticano. O elefante chamava-se Hanno: desfilava nas procissões, dedicavam-lhe versos e toda a Roma corria para o ver.
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Contexto
A embaixada era chefiada pelo navegador Tristão da Cunha. O elefante entrou em Roma em março de 1514. A revista Smithsonian reconta um episódio da receção: o elefante encheu a tromba de água e molhou todos os presentes, incluindo o papa, a quem a cena agradou muito. Hanno viveu dois anos em Roma. No verão de 1516 adoeceu, os médicos deram-lhe um purgante com ouro e, a 8 de junho, morreu. O papa estava junto dele. Leão X escreveu ele próprio o epitáfio, e Rafael pintou o elefante numa parede em sua memória; o fresco não sobreviveu. Hanno foi sepultado no Pátio do Belvedere, no Vaticano. D. Manuel quis agradar ao papa mais uma vez e mandou-lhe o mesmo rinoceronte que, em 1515, assustara um elefante em Lisboa. O rinoceronte nunca chegou a Roma: o navio naufragou ao largo de Itália.

Ponte para hoje
Teatro Nacional D. Maria II (Rossio)
Teatro Nacional D. Maria II (Praça Dom Pedro IV, Rossio)
Aqui, no sítio do Paço dos Estaus, D. Manuel I guardava os elefantes antes de os enviar.
Praça Dom Pedro IV, LisboaPonte para hoje: Teatro Nacional D. Maria II (Rossio)






























Fontes (3)· ligações verificadas em
- Smithsonian Magazine: «There’s an Elephant Buried Beneath the Vatican»
- Silvio A. Bedini, «The Pope’s Elephant», Carcanet, 1997 · livro, sem ligação
- Wikipedia: Dürer’s Rhinoceros · só para o local onde ficavam os elefantes (Paço dos Estaus)

