O terramoto de 1755

1 de novembro de 1755Lisboa

  • Documentado
  • Natureza
  • Idade mínima: 12+ (Há cenas de batalhas ou de violência.)

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O rei saiu de Lisboa nessa manhã porque uma filha quis.

A história

A 1 de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos, D. José I ouviu missa logo de manhã e saiu de Lisboa, porque uma filha queria passar o feriado fora. Às 9h40, o terramoto; as igrejas estavam cheias. Seguiram-se o tsunami e dias de fogo, e morreram dezenas de milhares. O rei escapou, mas ficou com medo de paredes, e a corte mudou-se para tendas na Ajuda.

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Contexto

Os números são incertos. O historiador de economia Álvaro Pereira estima entre 30 000 e 40 000 mortos em Lisboa e entre 40 000 e 50 000 em Portugal, Espanha e Marrocos; outras estimativas vão dos 10 000 aos 100 000. Também as alturas das ondas são discutidas: um estudo feito a partir de documentos da época diz que valores muito repetidos, como os 14 a 16 metros em Tânger, devem ser postos de parte. Pombal, o ministro do rei, terá dito: enterrar os mortos e tratar dos vivos. Os registos mostram que mandou retirar os corpos logo no dia seguinte, para evitar a peste. O rei escreveu ao cunhado, em Espanha, que ficara sem casa, sem criados, sem súbditos, sem dinheiro e sem pão. Hoje, a nave sem telhado do Convento do Carmo, fundado pelo vencedor de Aljubarrota, é o memorial do terramoto.

Gravura em cobre de 1755: Lisboa em ruínas e em chamas, com o tsunami a atingir o cais e navios em perigo no porto.
Gravura de 1755, autor desconhecido. Original no Museu de Lisboa.Imagem: Autor desconhecido · Licença: Domínio público · Fonte: Wikimedia Commons

Ponte para hoje

Museu Arqueológico do Carmo (ruínas do Convento do Carmo)

Em Lisboa, as ruínas do Convento do Carmo estão abertas ao céu desde 1755.

Largo do Carmo, 1200-092 Lisboa

Ponte para hoje: Museu Arqueológico do Carmo (ruínas do Convento do Carmo)

© OpenStreetMap contributors, © CARTO

Como chegar

Fontes (6)· ligações verificadas em
  1. The Atlantic Tsunami on November 1st, 1755: World Range and Amplitude According to Primary Documentary Sources (InTech)Consultado em
  2. Museu Arqueológico do Carmo, folheto (EN): história do edifício e do terramotoConsultado em
  3. Álvaro S. Pereira, «The Opportunity of a Disaster: The Economic Impact of the 1755 Lisbon Earthquake», The Journal of Economic History 69(2), 2009, pp. 466–499Consultado em
  4. Harvard ReVista (DRCLAS): «Bury the dead and feed the living»
  5. The New Criterion: Lisbon's narrow fate
  6. Junia Furtado, review of Mark C. Molesky, «This Gulf of Fire: The Destruction of Lisbon, or Apocalypse in the Age of Science and Reason» (New York, 2015), e-Journal of Portuguese History, vol. 15, no. 2, 2017 (Dialnet)