As ruas dos ofícios
Depois do terramoto, as ruas da Baixa foram repartidas pelos ofícios.
A história
Depois de 1755, a Baixa de Lisboa foi reconstruída a régua e esquadro: ruas direitas, prédios iguais. A portaria régia de 5 de novembro de 1760 deu nomes às ruas e destinou a algumas delas certos ofícios. Na Rua Áurea deviam trabalhar os ourives e, na Rua dos Correeiros, os correeiros, os seleiros e os torneiros. Os lisboetas ainda dizem Rua do Ouro, embora na placa se leia Rua Áurea.
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Contexto
Assim, Pombal pôs ordem não só no traçado, mas também no comércio: o comprador sabia onde procurar um anel ou uma sela. Na Rua Áurea, além dos ourives, as lojas que sobrassem ficavam para os relojoeiros. Parte dos nomes veio do uso ou surgiu mais tarde. A Rua da Prata chamava-se Rua Bela da Rainha até 1910, e a Rua dos Fanqueiros aparece na portaria como Rua Nova da Princesa. Em 1910, um mês depois da proclamação da República, as ruas com nomes ligados à monarquia foram rebatizadas. Daí uma confusão que dura até hoje: a Rua Áurea continua a ser, para toda a gente, a Rua do Ouro.
Ponte para hoje
Rua Áurea (Rua do Ouro)
Percorra a Rua Áurea e as vizinhas Rua dos Correeiros e Rua dos Sapateiros: os nomes ainda guardam os ofícios.
Rua Áurea, Baixa, LisboaPonte para hoje: Rua Áurea (Rua do Ouro)































