Pedras para guardar o vinho
Para salvar o vinho do Porto, Pombal mandou arrancar os sabugueiros.
A história
Nos anos 1750, o comércio do vinho do Porto estava em crise: vinho a mais, falsificações a mais, e a maior parte vendida por comerciantes britânicos no Porto. Em 1756, Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro marquês de Pombal, criou uma companhia com o monopólio do comércio com Inglaterra e o Brasil, e arrancaram-se os sabugueiros. Dois anos depois foi erguido o primeiro dos 335 marcos de granito que delimitam a região, muitas vezes apontada como a primeira região vinhateira demarcada do mundo.
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Contexto
Os marcos tinham gravado «Feitoria» e um ano, os primeiros de 1758, e cerca de cem dos 335 ainda estão de pé nas vinhas. Chamam-se marcos pombalinos. A companhia fundada em 1756 continua viva: hoje é a Real Companhia Velha, e as suas caves e um pequeno museu, o 17•56, ficam à beira do Douro, em Vila Nova de Gaia. Nem todos receberam bem as novas regras. Em fevereiro de 1757, os taberneiros do Porto revoltaram-se contra a Companhia; essa história tem cartão próprio.
Ponte para hoje
17•56 Museu & Enoteca da Real Companhia Velha (Cais de Gaia)
Em Gaia, o museu da Real Companhia Velha conta a história da companhia fundada em 1756.
Alameda da Rua Serpa Pinto 44B, Vila Nova de GaiaPonte para hoje: 17•56 Museu & Enoteca da Real Companhia Velha (Cais de Gaia)






























Fontes (4)· ligações verificadas em
- Taylor's Port: The Marquis of Pombal
- Wine Anorak: Feitoria, demarcating the Douro
- Álvaro Moreira da Fonseca, As Demarcações Pombalinas no Douro Vinhateiro (1949) · segundo o texto da Univ. do Porto
- Real Companhia Velha: Gaia Cellars · sítio oficial


