Os guardas noturnos da biblioteca
Em Mafra, os livros antigos são guardados à noite por morcegos.
A história
No Palácio-Convento de Mafra, a noroeste de Lisboa, há uma biblioteca enorme: cerca de 36 mil volumes em estantes de madeira até ao teto. De dia está silenciosa e vazia. Mas à noite, de trás das estantes, saem pequenos morcegos que caçam os insetos que roem o papel e as encadernações de couro. Diz-se que sempre foi assim, mas ninguém sabe quando os morcegos se instalaram na biblioteca.
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Contexto
O palácio foi concebido por D. João V em 1711. A biblioteca foi decorada pelo arquiteto Manuel Caetano de Sousa (1742–1802), já na segunda metade do século. Os livros vão do século XIV ao XIX: primeiras edições, bíblias antigas, atlas. Também há morcegos noutra biblioteca famosa, a Joanina, em Coimbra. Lá, à noite, cobrem as mesas com couro para que os morcegos não as sujem. A etiqueta «discutível» está aqui porque os morcegos existem mesmo, mas desde quando estão na biblioteca e quanto ajudam os livros, ninguém mediu. O Palácio de Mafra é Património Mundial da UNESCO desde 2019.
Ponte para hoje
Palácio Nacional de Mafra (biblioteca)
Palácio Nacional de Mafra, biblioteca
A biblioteca pode ver-se na visita ao palácio; os morcegos evitam as pessoas.
Terreiro D. João V, MafraPonte para hoje: Palácio Nacional de Mafra (biblioteca)






























Fontes (4)· ligações verificadas em
- UNESCO World Heritage Centre: «Royal Building of Mafra – Palace, Basilica, Convent, Cerco Garden and Hunting Park (Tapada)»
- SIPA (Património Cultural): «Baixa Pombalina / Lisboa Pombalina / Baixa de Lisboa» · datas do arquiteto Manuel Caetano de Sousa (1742–1802)
- Amusing Planet: «The Bat Libraries of Portugal»
- Postal: «A Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, uma das bibliotecas mais importantes da Europa»

