O cabo do medo

1434Cabo Bojador (Saara Ocidental)

Doze anos a temer um cabo. Gil Eanes trouxe de lá flores.

A história

O cabo Bojador, na costa do Sara Ocidental, era tido como um lugar de onde não se voltava. Dizia-se que para lá dele não havia gente, o mar era raso e as correntes não deixavam o navio regressar. O Infante D. Henrique mandou lá navio após navio, e todos voltaram para trás. Em 1433 voltou também Gil Eanes, de Lagos. O Infante enviou-o de novo e, em 1434, ele passou. Como prova, trouxe ao Infante plantas a que chamavam «rosas de Santa Maria».

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Contexto

Sabemos tudo isto pela crónica de Gomes Eanes de Zurara, escrita por volta de 1453. Zurara enumera os medos dos marinheiros: para lá do cabo não há gente nem povoações, a terra é como um deserto, e o mar é tão baixo e as correntes tão fortes que o navio não volta. É também ele quem escreve que o Infante mandou navios ao Bojador durante doze anos. Que plantas eram essas, não se sabe ao certo. O cabo verdadeiro não era tão terrível. Diz-se que Gil Eanes se afastou para o mar alto e contornou os baixios. No ano seguinte voltou lá com Afonso Gonçalves Baldaia, e foram ainda mais para sul.

Ponte para hoje

Estátua de Gil Eanes

Estátua de Gil Eanes, Jardim da Constituição

Gil Eanes nasceu em Lagos; a sua estátua está no jardim junto à avenida marginal.

Jardim da Constituição, Lagos

Ponte para hoje: Estátua de Gil Eanes

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Como chegar

Fontes (2)· ligações verificadas em
  1. Gomes Eannes de Zurara, «The Chronicle of the Discovery and Conquest of Guinea», vol. I, translated by C. R. Beazley and E. Prestage, Hakluyt Society, 1896, chapters VIII–IX
  2. Postal do Algarve: «O cabo do medo»